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A primeira vez a gente nunca esquece...

Ah, como esse ditado é verdadeiro! Principalmente quando é a primeira vez de algo que a gente prefere que nunca aconteça.

Tudo começou no sábado, com uns espirros do João ao cair da tarde. Até aí normal, afinal ele espirra desde que nasceu. Novidade nenhuma. Só que esses espirros foram ficando mais frequentes e na hora de colocá-lo no berço, o pequeno se debatia. Virava de um lado para o outro. Nervoso, irritado e choramingando.

Eu estava exausta, não havia me sentido muito bem e tive dor de cabeça o dia todo, então o coloquei na minha cama, entre o pai dele e eu, só até que ele conseguisse pegar no sono. Isso até aconteceu rápido, mas meia hora depois de levá-lo para o berço, o bichinho acordou e foi um berreiro só.

Normalmente, a nossa cama só é liberada para ele ao amanhecer, após a última mamada de manhãzinha ou quando o pequeno acorda muito cedo - entre 5:00h, 5:30hs da manhã – e eu simplesmente não tenho forças para levantar. Ali nos aconchegamos um pouquinho e ele dorme seu último soninho da “noite”. As sonecas durante o dia se revezam entre o berço e o carrinho e à noite, depois do banho, ele vai direto para o cantinho dele.

Só que - tamanho foi o chororô do baixinho - no sábado ele ganhou passe livre para sua primeira noite na cama dos pais. E eu, que já estava exausta, me acabei. Passei a primeira madrugada praticamente em claro desde a noite em que a bolsa rompeu e o João nasceu.

Meu bebê estava tremendamente agitado. Dormia um sono inquieto, virando-se a cada cinco ou dez minutos e distribuindo braçadas e pernadas para todos os lados. Eis que aconteceu: tosse! Meu coração se apertou, fiquei apreensiva. E aí se desenrolou o primeiro quadro de resfriado do meu filhote.


Ele acordou duas ou três vezes chorando – o que raríssimamente acontece (o choro!) – durante a madrugada. E, ao invés de mamar como de costume, só fazia chorar. Vinha para o colo, se acalmava, dormia e quando voltava para a cama mais vira-vira. E cof-cof...

No domingo de manhã, quando nos convencemos do que realmente estava acontecendo, tenta que tenta encontrar o pediatra e nada.

Dá-lhe lágrimas, espirros, tosse, nariz escorrendo (num serzinho daquele tamaninho!), vômito e diarréia... Nada de febre - pelo menos isso!

E o choro inconsolável daquele bebezinho que não sabe dizer o que sente e não consegue respirar nem mamar direito cortava não só o coração, mas a alma da mamãe aqui. Que tristeza vê-lo chorar daquele jeito e não saber o que fazer para aplacar a dor (?), incômodo (?), mal estar (?), irritação (?) – ou tudo isso junto... – do meu anjinho lindo.

Até que perto da hora do almoço conseguimos encontrar o pediatra que, com a maior calma do mundo, disse que nessa época do ano isso é muito normal. Que todo o quadro era até esperado visto mudança drástica de temperatura que ocorreu no final de semana e que a única coisa a ser feita era lavar as narinas do baby com soro...

Estávamos na casa da minha sogra e - palpite daqui, palpite dali - corremos para a farmácia (a caminho da casa da minha mãe) em busca de uma solução de cloreto de sódio (o tal soro!) e um aspirador nasal (que já tínhamos guardadinho na gaveta, completamente sem uso, mas de nada serviria a quilômetros de distância).

Chegando na casa da minha mãe, em meio a lágrimas, soluços, empurra a mão daqui, vira o rosto dali - e só não fala um palavrão porque ainda não desenvolveu a comunicação! - mandei-lhe uma gotejada da solução em cada narina e aspirei toda a secreção com o apetrecho recém-adquirido. E não é que o pequetucho foi se acalmando? Depois tirou uma soneca, acordou alegrinho, ficou nervoso novamente, repetimos a operação toda e pegamos a estrada. Com a vovó a tiracolo, claro!

Ao chegar, ele ainda estava meio borocoxô, mas bem mais calmo. Dormiu, tomou banho, mamou melhor. Mais cloreto de sódio e aspiração nas narinas... 

Acordou chorando bastante durante a noite. Mamou de novo, custou para voltar a dormir. 

Para agravar um pouco a situação, o segundo dentinho está rasgando e acho que tudo junto acabou de vez com o bom humor do meu filhote.

Mas hoje de manhã tudo estava muito melhor. A tempestade passou e a calmaria voltou, graças ao bondoso Senhor Deus!!! rsrsrs...

Mamães que ainda não passaram por isso, tenham a postos solução de cloreto de sódio e aspirador nasal. Descongestiona, limpa e acalma que é uma beleza!

Mamães que já estão escoladas no assunto, que tal contarem pra gente como passaram pelo primeiro susto? Eu adoraria saber que não fui a única que quase surtei de dó por aqui...rsrsrs...


Imagem: Reprodução