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Eu e meu Bebê por um Brasil melhor

Desde o início dessa semana estou ensaiando um post sobre a onda de manisfestações que tomou o nosso país. Mas o que isso tem a ver com maternidade e bebês? Pensei em diversas maneiras de abordar o tema, mas ainda tinha dúvidas se escreveria sobre isso por aqui. Afinal, como diz o ditado: “andorinha só não faz verão”. 

Mas a cena muda quando ela vira multidão...

Então tomei conhecimento desse movimento super bacana que é o Protesto Materno! Que começou com uma dúvida como a  minha, quando a blogueira Beatriz Zogaib lançou a questão sobre usar ou não o blog para se manifestar num grupo de discussão no Facebook e o debate acabou gerando uma mobilização das mamães na rede, que culminou na criação da página Protesto Materno. Foi o que eu precisava para ter a certeza de que sim, eu devia me manifestar por aqui!

Aderi a campanha e convido todas as mamães, papais, avós, tios, dindas e afins a aderirem também, seja publicando seu protesto, curtindo a fanpage do movimento, compartilhando os links dos posts que acharem mais interessantes, falando sobre o assunto na rede – vale Facebook, Twitter, Instagram, etc...


Confesso que, no início, achei essa manifestação mais uma furada. Um grupinho fazendo arruaça por conta de um aumento de R$0,20 na tarifa do ônibus. Ah, façam-me o favor...

Mas aí, acredito que assim como a multidão que tomou as ruas do país,  comecei a me informar melhor sobre o movimento e ter vontade de botar a boca no trombone. Sim, porque, segundo o grande Aurélio, manifestar significa, entre outras coisas, “declarar, revelar, divulgar”. E manifestação: “movimento popular, ajuntamento de pessoas destinado a exprimir publicamente um sentimento, uma opinião política.”

Assim sendo, eis aqui o meu desabafo: até quando seremos obrigados a ver políticos enriquecendo repentinamente, farreando com o dinheiro que nós, trabalhadores honestos, pagamos em impostos abusivos em detrimento de saúde pública agonizante, educação semi analfabeta, segurança roubada e transporte estagnado? O mínimo que merecemos é respeito e isso se faz oferecendo condições dignas de sobrevivência e desenvolvimento humano para todas as classes sociais. Pronto, falei!

Mas isso muda alguma coisa? Não acredito. Porque manisfestações como essa não devem acontecer a cada vinte anos – a última foi o Impeachment do nosso digníssimo presidente Fernando Collor, em 1992, que hoje ocupa o cargo de Senador da República pelo estado de Alagoas – mas diariamente, com o exercício da cidadania por cada brasileiro.

Enquanto, como massa, reelegermos políticos corruptos, sonegarmos impostos, pagarmos propinas, furarmos filas, não respeitarmos os idosos, avançarmos sinal vermelho, não usarmos cinto de segurança ou respeitarmos a faixa de pedestres... Enquanto uma minoria se aproveitar de uma mobilização nacional para saquear estabelecimentos comerciais e danificar o patrimônio público e privado? Não, não acredito que esse país tenha jeito.

E o que nós, pais e mães, atuais ou futuros, de bebês e crianças temos a ver com isso? Absolutamente tudo! Afinal, são os pequenos de hoje que realmente podem fazer a diferença. Mas só se nós, enquanto educadores, trabalharmos duro na geração de cidadãos de caráter. E digo trabalharmos duro porque não basta dizer o que é certo e errado e nos penalizarmos na hora de fazer cumprir a boa educação. Precisamos, no exercício da maternidade/paternidade cobrar de nossos filhos que se portem de forma correta, que cumpram com seus deveres, que arquem com as consequências de seus atos – por mais duras que sejam. Porque é assim, e só assim, que conseguiremos criar cidadãos conscientes de seus deveres e direitos.  

Além de pensar no assunto, vamos começar a trabalhar? A minha parte, garanto, já estou fazendo! Porque um Brasil melhor para os nossos filhos só existirá quando deixarmos filhos melhores para o nosso Brasil.


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