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Mergulho no Tub

Há uns três anos, assistindo a um programa de televisão, tomei conhecimento do tal banho de balde. E foi paixão à primeira vista! Me lembro dos bebezinhos todos zen, alguns até dormindo na água em pleno estúdio de TV.

Na época tinha uma amiga esperando bebê e atormentei a ideia dela até que ela comprasse um para a menininha que estava chegando. E foi toda a maravilha que eu tinha visto! A garota amava o balde, os pais gostavam de dar banho nela dessa forma, ela ficava tranquila, serena e relaxada para dormir...


Não preciso nem dizer que quando me descobri grávida um dos primeiros itens da lista foi o Tummy Tub, né? Se eu tinha uma certeza durante a gestação era a de que meu bebê só tomaria banho de balde.


Porém, contudo, todavia, naquela minha primeira consulta com a pediatra – que eu contei nesse post, lembram? – ela me alertou para que comprasse uma banheira, alegando que nos primeiros meses seria muito difícil dar o banho no balde, porque o bebê ainda não teria estabilidade para se sustentar e que seria impossível banhá-lo sozinha se fosse preciso. Eu não tinha nem cogitado comprar banheira, mas dessa vez segui bonitinha o conselho médico. Tratei de providenciar uma e deixar em stand by.

No primeiro banho do João em casa optamos, eu e meu marido, por dar o banho na banheira, como havíamos “aprendido” na maternidade. E foi um caos. Nós estávamos muito nervosos, apreensivos e certamente o João percebeu isso. Nunca o vi berrar tanto. E foi o único banho em que ele chorou!

No dia seguinte fomos de Tub. E foi uma beleza! O bebezinho relaxou, curtiu, se largou no banho. Uma das fotos históricas que temos dele é dessa ocasião. Maaas... os papais tiveram dificuldade em segurá-lo, ensaboá-lo e ficou aquela sensação de serviço pela metade, sabem? Sem contar que não tínhamos posição confortável para segurá-lo. A partir daí passamos a alternar os equipamentos, mas confesso que no balde era sempre mais difícil para nós, apesar de aparentemente mais prazeroso para ele.


Vamos combinar que ela não parece nada confortável, né?


Eis que numa bela manhã de sol eu levei o João, então por volta dos dois meses de vida, para um passeio e demorei um pouco na rua. O calor estava cruel e o menino chegou em casa suando. Resolvi dar um banhinho para refrescar e achei que o Tub seria perfeito para essa ocasião. Preparei tudo, coloquei o balde no chão para ter mais segurança e coloquei o bebê lá dentro.

Pensem num comercial de margarina: neném tranquilo na água, mamãe feliz e realizada, um belo raio de sol entrando pela janela...



...e então o bebê tomba a cabecinha para a frente e aspira água. Desespero total!!! Tirei o menino sufocado de dentro do balde e, na pressa de levantar, levei um tombo felomenal, como diria o Giovani Improtta. Detalhe: com o menino pelado, molhado e afogado nas mãos. Fora os meus joelhos roxos, acabou tudo bem. Eu o segurei como um goleiro desesperado que defende o último pênalti na final do campeonato. Ele saiu ileso, logo recobrou o fôlego e tudo estava bem.

Só que ficou o trauma. Por um bom tempo eu não pude nem olhar para o lado do tal do balde. Até que, há umas duas semanas, resolvi que estava na hora de superar e vencer o medo (ô drama!!!). E o João, literalmente, encheu o balde. Ele está tão grande que não conseguimos, de jeito nenhum, ensaboá-lo lá dentro... Resultado, balde de lado de novo.

Resolvi contar essa novela toda para vocês porque, mais uma vez, a minha sabedoria de botequim foi um fracasso! Apesar de toda a minha expectativa e certeza de ser a melhor opção, a experiência com o balde não foi muito boa aqui em casa, não.

Sei que tem algumas mães que banham seus bebês normalmente na banheira e depois os colocam no balde só para relaxar. Essa será a minha próxima tentativa e eu volto aqui para contar. Aguardem as cenas do próximo capítulo!

Imagens: Reprodução