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Mamãe Princesa

Dizem que toda menina sonha ser princesa. Segundo os terapeutas é o efeito Disney. Confesso que tenho uma queda(ona!) por desenhos animados e amo pelo menos metade dessas personagens. E, vamos combinar, quem é que não quer uma vida de realeza?


Pois encontrei a varinha de condão para me transformar num misto de algumas (quase todas) dessas mocinhas: a maternidade! Desde que me tornei mãe ganhei características em comum com a Bela Adormecida, a Cinderela, a Bela, a Branca de Neve e a Ariel. Só que esse meu conto de fadas anda meio às avessas...  

Primeiro porque eu já tinha o meu príncipe e o “Felizes para Sempre” (ok, sem florear demais. Os problemas existem, mas nenhum que acabe com a harmonia do casal). Segundo, porque as características que eu ganhei foram as do início das histórias das beldades encantadas.
Querem ver?

Desde que meu bebê nasceu sinto o sono da Bela Adormecida, só que, ao contrário dela, há seis meses não durmo sequer uma noite revigorante, com oito horas ininterruptas de sono (no final da gestação já era impossível dormir).

 Sou mais a Bela do Shrek!


Estou sempre maltrapilha, descabelada e às voltas com os afazeres domésticos – que, por sinal, nunca acabam. Bem a fase “gata borralheira” da Cinderela.



Vivo enclausurada na minha torre particular, como a Bela - da Fera (ok, às vezes até rola uma escapadinha, mas já fiquei mais de quinze dias sem nem conseguir levar o João para tomar um solzinho...).



Sem dormir, exausta e sem sair de casa (preciso mencionar mal-tendo-tempo-para-comer?), a palidez é a da branca de Neve.



A única com quem eu tenho algo muito bacana em comum (até que enfim!) é a Ariel. O canto! (Vejam bem, eu disse o canto, não a voz). Há quase quatro meses e meio eu canto absolutamente todos os dias. E não pense que são só as cantiguinhas da Galinha Pintadinha, não, que o repertório por aqui é bem variado!

E quem me dera estar essa juba vigorosa...


Agora, quer saber a parte mais estranha dessa historinha? É que desde a chegada do meu pequeno príncipe - e apesar de tudo o que foi descrito até agora - o “Felizes para Sempre” ganhou uma turbinada!


Eu nunca estive tããããão apaixonada, feliz e realizada em toda minha vida!

Será que preciso de terapia? Rsrsrsrs... Só quem é mãe para entender tamanho despautério.


Imagens: Reprodução