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O mistério dos três meses – ou Período de experiência!


Desde o nascimento do João eu escuto minhas amigas mães dizendo que os primeiros três meses são muito difíceis, que depois de completar essa idade o bebê muda, se acalma, amadurece. Que a experiência após esse período passa a ser mais gratificante.


Porém essa não foi a minha impressão. Não sei se pelo fato de o João ser um bebê muito tranqüilo, mas esses três meses, apesar de difíceis, não foram nenhum bicho de sete cabeças.

Dessa forma, tenho minha tese para esses três primeiros meses: assim como um novo emprego, o nascimento de um bebê representa uma nova ocupação. E assim como no trabalho precisamos de três meses iniciais de experiência – pelo menos a maioria dos contratos, até onde eu sei, propõe esse período! – a maternidade também necessita desse tempo de adaptação. Acredito que nós, mulheres, nos adaptamos à vida de mãe tanto quanto o bebê amadurece nesses três primeiros meses.

Ao passo que três meses atrás o João era um recém-nascido que só sabia sugar, dormir e chorar e eu era uma mãe que só sabia que tinha que dar o meu melhor para o cuidado e bem estar do meu bebê, hoje, passados os primeiros noventa dias, ele já interage, sorri, brinca, sinaliza melhor o que precisa e eu aprendi a decifrar suas necessidades. Já sei quando um choro é fome, cólica, irritação, carência ou fralda suja, sei que quando ele fica impaciente enquanto mama é porque está com algum desconforto e que lá vem uma fralda para trocar ou uma golfada que me obriga a trocar a minha roupa e a dele, que quando começa a ficar barulhento demais enquanto brinca é porque está precisando de uma soneca.

Enfim, para mim esses três primeiros meses foram de puro aprendizado. Será mais fácil a partir de agora? Acredito que sim, mas tanto pelo amadurecimento do bebê quanto pelo meu próprio crescimento enquanto mãe. Tenho razão? Não sei, só o tempo dirá! Veremos o que vem pela frente.


Alguém aí tem uma teoria muito diferente da minha?

Foto: Eu e meu Bebê